Case: Como Esta Indústria de SP Reduziu 70% do Gasto com Galões de Água

Veja como uma indústria de SP reduziu 70% do gasto com água ao trocar galões por bebedouros industriais. Case real.

Redacao Portal do Bebedouro··7 min de leitura
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Case: Como Esta Indústria de SP Reduziu 70% do Gasto com Galões de Água

Este case de sucesso com bebedouro industrial mostra como uma metalúrgica do ABC Paulista reduziu 70% dos custos com água ao substituir galões por bebedouros industriais de ponto de uso. Em menos de 12 meses, a empresa eliminou desperdício, ganhou conformidade com a NR-24 e transformou completamente sua gestão hídrica.

O Cenário Inicial

A empresa — uma metalúrgica de médio porte localizada no ABC Paulista, São Paulo — contava com cerca de 120 funcionários distribuídos em três turnos. O abastecimento de água potável era feito exclusivamente por galões de 20 litros, modelo considerado "prático" pela gestão até que uma análise detalhada revelasse os custos reais.

Em 2024, o gerente de facilities iniciou um levantamento dos gastos com água. O resultado foi surpreendente: a empresa consumia em média 80 galões por mês, com custo unitário de R$ 22,00 (incluindo frete e taxa de higienização), totalizando R$ 1.760,00 mensais — apenas com os galões.

Além do custo direto, havia fatores ocultos: o tempo dos colaboradores para trocar os recipientes, o espaço de almoxarifado ocupado, e o risco de contaminação por armazenamento inadequado. Nenhum desses itens entrava no orçamento formal de facilities.

Perfil da empresa no início do projeto

  • Setor: metalúrgico, linha de produção contínua
  • Localização: ABC Paulista, São Paulo
  • Colaboradores: 120 em 3 turnos
  • Modelo anterior: galões de 20L com entrega semanal
  • Custo mensal com galões: R$ 1.760,00 (sem custo oculto de mão de obra)

O Problema com Galões

O modelo de galões apresentava múltiplos problemas estruturais que iam muito além do custo financeiro. A cada troca, um colaborador precisava mover um recipiente de 20 kg — gerando risco ergonômico documentado pelo SESMT. Em dias de pico de temperatura na linha de produção, o consumo triplicava e os galões acabavam antes da entrega programada.

A NR-24, norma do Ministério do Trabalho que regulamenta condições sanitárias nos ambientes de trabalho, exige que todo empregador garanta acesso a água potável a no máximo 150 metros de distância do posto de trabalho. Com galões concentrados apenas no refeitório, a empresa estava em desconformidade em pelo menos dois setores da planta.

Outro agravante era a qualidade da água. Galões armazenados em local inadequado ou trocados com atraso podem apresentar crescimento de microrganismos. Uma auditoria interna identificou recipientes em uso por mais de 5 dias sem substituição — situação incompatível com as exigências da NBR 13713.

De acordo com a NR-24, empresas com mais de 50 funcionários devem garantir ponto de água potável a no máximo 150 metros de qualquer posto de trabalho. O descumprimento pode gerar autuação com multas que superam R$ 6.000,00 por notificação.

Custos ocultos do sistema de galões

O levantamento identificou três categorias de custos que não apareciam no orçamento direto de facilities:

  1. Custo de mão de obra: estimado em 2 horas semanais de um colaborador para gerenciar o estoque, receber entregas e trocar os galões nos postos.
  2. Custo de espaço: um pallet de galões ocupava 4 m² do almoxarifado — área que poderia ser usada para insumos produtivos ou ferramentaria.
  3. Risco de autuação trabalhista: a desconformidade com a NR-24 expunha a empresa a multas que podiam superar R$ 6.000,00 por notificação em caso de fiscalização.

A Solução Escolhida

Após comparar alternativas, a empresa optou por instalar bebedouros industriais de ponto de uso — modelos conectados diretamente à rede hidráulica com sistema de filtragem por carvão ativado e membranas certificadas. Foram instaladas 4 unidades distribuídas estrategicamente pela planta para atender os setores produtivos, o refeitório e os vestiários.

A escolha dos modelos levou em conta a certificação INMETRO e a conformidade com os critérios da NBR 13713, norma que estabelece os requisitos técnicos e sanitários para bebedouros. Os equipamentos selecionados possuíam também capacidade de refrigeração industrial, adequada ao ambiente quente e de alta demanda da linha de produção.

Para entender os diferentes formatos disponíveis no mercado, a equipe de facilities consultou um guia completo sobre tipos de bebedouro antes de fechar a especificação técnica. Para outras empresas em situação similar, a página de bebedouro para empresa detalha os critérios de dimensionamento por número de colaboradores e por tipo de ambiente.

Resultados em Números

Após 8 meses de operação com os bebedouros industriais, os resultados superaram as projeções iniciais. A redução no custo com água foi de exatamente 70%, passando de R$ 1.760,00 para R$ 528,00 mensais (referente apenas à manutenção preventiva e troca semestral de filtros). O payback completo dos equipamentos foi atingido em 7 meses.

A tabela abaixo apresenta a comparação completa entre os dois sistemas ao longo de 12 meses de operação:

Indicador Sistema de Galões Bebedouros Industriais
Custo mensal R$ 1.760,00 R$ 528,00
Custo anual R$ 21.120,00 R$ 6.336,00
Economia anual R$ 14.784,00
Conformidade NR-24 Parcial (apenas refeitório) Total (4 pontos na planta)
Pontos de água disponíveis 1 4
Risco de falta de água Alto (sujeito a falhas de entrega) Baixo (alimentado pela rede)
Tempo de gestão por semana 2 horas (colaborador dedicado) 0 horas (manutenção semestral)
A economia líquida no primeiro ano, já descontado o investimento nos equipamentos, foi de R$ 9.984,00. A partir do segundo ano, a economia plena chega a R$ 14.784,00 anuais — sem nenhuma alteração operacional adicional.

Lições para Outras Empresas

Este case evidencia que a troca do sistema de galão por bebedouro industrial é uma decisão estratégica de gestão — não apenas uma mudança de infraestrutura. Os ganhos vão além da economia financeira e incluem conformidade legal com a NR-24, redução de risco ergonômico, qualidade da água garantida pela filtragem certificada e eliminação de uma operação logística interna desnecessária.

Empresas que ainda operam com galões e desejam replicar esses resultados devem considerar os seguintes pontos antes de fazer a transição:

  • Mapeie os pontos de consumo: identifique quantos setores precisam de acesso à água e a distância de cada posto de trabalho ao ponto mais próximo, verificando a conformidade com a NR-24.
  • Calcule o consumo real: levante o histórico de pedidos de galões dos últimos 6 meses para estimar volume mensal e projetar a economia com a migração.
  • Exija certificação INMETRO: bebedouros sem certificação podem ser reprovados em auditorias trabalhistas e fiscalizações sanitárias — sempre exija o lacre e o certificado de conformidade.
  • Verifique a infraestrutura hidráulica: bebedouros de ponto de uso precisam de ramal de água e dreno próximos. Verifique se a planta já possui essa infraestrutura ou se será necessária adaptação hidráulica.
  • Inclua manutenção preventiva no custo total: a troca de filtros é semestral e deve constar no planejamento de facilities — mas o custo é muito inferior ao do sistema de galões.

O padrão de economia entre 60% e 75% se repete em diferentes segmentos industriais quando o dimensionamento é feito corretamente. Para aprofundar o tema em outros tipos de ambiente, leia também o case de como uma escola pública com 800 alunos modernizou seu sistema de hidratação, e leia também o case de um hospital que adequou seus bebedouros às exigências da ANVISA e da RDC 275.

Conclusão

A substituição de galões por bebedouros industriais nesta metalúrgica do ABC Paulista demonstra que é possível reduzir drasticamente o custo com água sem comprometer a qualidade ou a conformidade regulatória. O investimento se pagou em 7 meses, e a empresa economiza R$ 14.784,00 por ano desde então — com zero risco de desabastecimento e plena conformidade com a NR-24.

Se sua empresa ainda depende de galões, este case mostra que a transição é viável, rápida e financeiramente vantajosa. A pergunta certa não é "vale a pena trocar?", mas "quanto estou deixando de economizar a cada mês que adie essa decisão?"

Para calcular a economia estimada para o seu negócio e conhecer os modelos homologados para uso industrial, consulte a página de bebedouro para empresa — com orientação técnica completa para dimensionamento correto e fornecedores qualificados.

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